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Carlos Zorrinho alerta para pressão sobre ecossistemas e defende confiança na ci…
Carlos Zorrinho alerta para pressão sobre ecossistemas e defende confiança na ciência
O presidente da Câmara Municipal de Évora defendeu hoje que os desafios ambientais atuais exigem “uma ativa cocriação de soluções” entre instituições, países e comunidades, sublinhando a necessidade de reforçar a cooperação europeia e a confiança no conhecimento científico para responder às alterações climáticas e à perda de biodiversidade.
Na sessão de abertura do seminário “Contributo de Portugal para uma rede transeuropeia de áreas de conservação para a natureza e para as pessoas”, que decorre esta tarde no Palácio de D. Manuel, e que contou também com a presença da vereadora Carmen Carvalheira e do Presidente da Assembleia Municipal, Jorge Araújo, o autarca afirmou que “as alterações climáticas, a desertificação, a pressão sobre os ecossistemas e a perda de biodiversidade não conhecem fronteiras administrativas” e, por isso, “também as respostas devem ser integradas, articuladas e sustentadas pelo conhecimento científico”.
O encontro marcou a sessão final em Portugal do projeto europeu NaturaConnect, promovido pela Universidade de Évora, e reúne investigadores, técnicos, representantes de autarquias e organizações da sociedade civil para debater estratégias de conservação da natureza e restauro ecológico no contexto da Estratégia Europeia da Biodiversidade.
Durante a intervenção, Carlos Zorrinho considerou que Évora, futura Capital Europeia da Cultura 2027, é “uma cidade profundamente ligada ao seu território, à sua paisagem e ao equilíbrio entre património cultural e património natural”, defendendo que o Alentejo demonstra diariamente como “a conservação da natureza, o desenvolvimento humano e a identidade cultural podem coexistir”.
O autarca destacou igualmente o papel da ciência na definição de políticas públicas ambientais, alertando que “a incerteza geopolítica tem sido abusada como argumento para sobrepor a aceleração tecnológica, o imediatismo e a desinformação” à necessidade de prevenir fenómenos climáticos extremos e a degradação ambiental.
Segundo o autarca, torna-se “essencial reforçar a confiança no conhecimento científico e aproximar a ciência das decisões públicas e das populações”, numa altura em que a circulação rápida de informação “nem sempre acontece com rigor”.
O presidente da edilidade enalteceu ainda o contributo da Universidade de Évora e das restantes instituições portuguesas envolvidas no projeto NaturaConnect, considerando que o trabalho desenvolvido “prestigia a cidade, a região e o país” e contribui para afirmar Portugal numa agenda europeia orientada para a sustentabilidade e para a proteção da biodiversidade.
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