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Patrulhamento a cavalo reforça vigilância na Serra do Marão para prevenir incêndios rurais

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o dispositivo de vigilância e prevenção de incêndios rurais na Serra do Marão, no concelho de Amarante, através da implementação de patrulhamento florestal a cavalo, uma medida integrada na Operação Floresta Segura 2026. A apresentação oficial da iniciativa decorreu na quarta-feira, 1 de julho, no Parque Multifuncional do Rossio, onde foram divulgados os meios e as estratégias que estarão no terreno durante o período de maior risco de incêndio.

Com a previsão de temperaturas elevadas, ausência de precipitação e condições meteorológicas favoráveis à propagação de incêndios, a GNR intensificou o patrulhamento na Serra do Marão, recorrendo a um dispositivo diversificado que inclui cavalos, motas e viaturas, envolvendo militares dos postos territoriais, dos Núcleos de Proteção Ambiental (NPA) e os Guardas Florestais.  

O Comando Territorial do Porto da GNR explicou que a presença da esquadra a cavalo permite uma vigilância mais próxima e eficaz das áreas florestais. Segundo o capitão Rui Ferreira, o patrulhamento já se encontrava em curso, mas foi reforçado com uma equipa dedicada em exclusivo à Serra do Marão. O responsável salientou ainda que a diversidade dos meios permite adaptar a resposta às características do terreno, onde os fortes declives dificultam quer o patrulhamento, quer o combate às chamas.  

Também o comandante do Comando Territorial do Porto da GNR, Coronel Paulo Jorge André Serra, destacou a eficácia do patrulhamento a cavalo, considerando-o um meio silencioso, discreto e comprovadamente eficiente na prevenção de incêndios florestais.  

O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, sublinhou que esta operação reforça a proximidade entre as forças de segurança e a população. O autarca considerou que a sensibilização continua a ser um fator essencial e defendeu que a presença visível dos militares constitui um importante elemento dissuasor, lembrando que muitos incêndios têm origem em ação humana.  

A Serra do Marão é uma das zonas mais sensíveis do concelho durante a época de incêndios. Em 2025, um incêndio iniciado na margem oposta do rio Tâmega alastrou até às proximidades de Amarante, na zona de Fridão, obrigando a uma operação de combate que se prolongou por três dias.  

Durante o período de risco muito elevado e máximo de incêndio rural, recorda-se que é proibido realizar queimadas extensivas, queimas de amontoados, utilizar fogo para confeção de alimentos em espaço rural (exceto nos locais autorizados), fumigar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas e utilizar equipamentos como motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, sempre que estejam em vigor as restrições legais.

Imagens: CM de Amarante

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