Área Metropolitana do Porto
Preços das casas em Portugal sobem 6,8% em 2025 com impacto atenuado na região do Tâmega e Sousa
Os preços das casas em Portugal registaram um aumento homólogo de 6,8% em dezembro de 2025, face ao mesmo mês de 2024, alcançando um valor mediano de 3.019 euros por metro quadrado (m²), de acordo com o relatório anual de preços de venda habitacional do portal Idealista. Este valor representa um novo máximo histórico no mercado imobiliário residencial português, refletindo a tendência de valorização geral do imobiliário observada nos últimos anos.
Ao nível das capitais de distrito, os aumentos mais expressivos ocorreram em Santarém (27,1%), Beja (20%) e Setúbal (17,2%), enquanto cidades como Lisboa e Porto registaram variações mais moderadas, com subidas de 4,8% em ambos os casos no período homólogo. Em termos de preço mediano, Lisboa continua a ser a cidade mais cara para comprar casa, com 5.995 euros/m², seguida pelo Porto (3.885 euros/m²) e pelo Funchal (3.861 euros/m²).
No que se refere às regiões administrativas do país, verificou-se uma valorização em praticamente todas as áreas, com a Região Autónoma dos Açores a liderar as subidas (20,1%), enquanto a região Norte, que integra o Tâmega e Sousa, apresentou uma subida mais moderada de 0,5% em termos homólogos.
Situação do mercado no Norte e no Tâmega e Sousa
Os dados apontam para uma estabilidade relativa dos preços no Norte, sala onde se insere a Área Metropolitana do Porto e, por extensão, o território do Tâmega e Sousa. A variação homóloga de 0,5% na região Norte sugere que o mercado habitacional tem acompanhado uma trajectória menos abrupta de valorização em comparação com outras regiões do país — fenómeno que pode ser interpretado como um reflexo da dinâmica socioeconómica diversificada desta área geográfica.
Ainda assim, os valores médios na região Norte (2.452 euros/m²) permanecem significativamente abaixo das médias do país, especialmente face à Área Metropolitana de Lisboa (4.239 euros/m²) e ao Algarve (3.870 euros/m²). Isto indica que, apesar da subida generalizada dos preços a nível nacional, o Tâmega e Sousa — enquanto região integrada numa das sub-regiões do Norte — continua a oferecer valores de aquisição relativamente mais acessíveis do que nas zonas de maior pressão imobiliária, como o eixo Lisboa-Porto ou o litoral sul.
Comparação com outras áreas geográficas
Enquanto Lisboa e o Porto mantêm posições de destaque como os mercados habitacionais mais caros entre as capitais de distrito, a análise dos preços por metro quadrado revela diferenças acentuadas entre regiões:
- Lisboa lidera com 4.573 euros/m² ao nível distrital;
- Porto surge com 2.971 euros/m²;
- Distritos com menor pressão nos preços, como Viseu (1.298 euros/m²) e Guarda (857 euros/m²), refletem perfis de mercado distintos do litoral urbano.
Conclusão
O relatório de preços de venda de habitação de 2025 mostra uma continuação da tendência de valorização em Portugal, com aumentos significativos em várias capitais e regiões autónomas. Contudo, a região Norte, incluindo o Tâmega e Sousa, apresenta uma dinâmica de preços mais contida, com subidas homólogas modestas e valores médios que ainda se situam abaixo da média nacional e de outros mercados de maior pressão. Este enquadramento oferece pistas sobre as especificidades do mercado imobiliário no Porto e nos territórios interiores associados, onde a procura e a oferta se mantêm em equilíbrio mais estável do que em zonas metropolitanas maiores ou destinos turísticos de elevado prestígio.
Fonte: Índice de preços imobiliários do Idealista — Relatório de preços de venda de habitação — dezembro de 2025 (consultado em https://www.idealista.pt/media/relatorios-preco-habitacao/venda/).
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