Área Metropolitana do Porto
Projeto apoiado pela Gulbenkian quer duplicar apoio e chegar a 300 jovens do Tâmega e Sousa em setembro
A Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o British Council e com o Instituto Empresarial do Tâmega (IET), concluiu a primeira fase de um programa educativo que envolveu 150 alunos de 38 agrupamentos escolares de 11 municípios do Tâmega e Sousa. A segunda fase arranca em setembro com o objetivo de duplicar o número de participantes para 300 jovens, reforçando o apoio a estudantes provenientes de contextos socioeconómicos vulneráveis.
Integrada na iniciativa Gulbenkian Aprender, a parceria teve início em fevereiro e terminou a primeira etapa a 27 de junho, após três meses de atividade. O projeto pretende reforçar as oportunidades educativas e as perspetivas académicas e profissionais dos participantes, através da aprendizagem da língua inglesa, da matemática, de clubes de leitura e escrita, bem como de ações de mentoria, apoio à parentalidade e experiências educativas complementares.
Ao longo do programa, os alunos frequentaram aulas de inglês online lecionadas por professores do British Council, um modelo que permitiu ultrapassar as limitações da dispersão geográfica da região. Para além da aprendizagem da língua, a iniciativa procurou desenvolver competências como a confiança, autonomia e capacidade de comunicação, consideradas fundamentais para o percurso académico e profissional dos jovens.
O encerramento desta primeira fase foi assinalado com um bootcamp em Lisboa, promovido pela iniciativa Gulbenkian Aprender, onde os participantes do 5.º e 7.º anos participaram em workshops dinamizados pelo British Council, centrados na criatividade, comunicação e utilização prática da língua inglesa.
Segundo Pedro Cunha, gestor da iniciativa Gulbenkian Aprender da Fundação Calouste Gulbenkian, o projeto pretende criar condições para que crianças e jovens possam fazer escolhas educativas e profissionais independentes da sua condição socioeconómica, potenciando o seu desenvolvimento e o impacto positivo nas respetivas comunidades. Já Richard Fleming, diretor do British Council em Portugal, sublinha que a aprendizagem do inglês constitui uma ferramenta capaz de abrir portas a novas oportunidades educativas, profissionais e pessoais. Por sua vez, Gonçalo Aires, coordenador do IET, destaca que o programa representa um investimento na confiança, ambição e futuro dos jovens participantes.
Os resultados da primeira fase revelam uma adesão muito positiva. De acordo com um inquérito realizado junto dos participantes, 86% dos jovens afirmaram estar a gostar do curso, considerar o nível adequado e sentir que estão efetivamente a aprender. Também vários encarregados de educação referiram melhorias na autonomia, motivação e envolvimento escolar dos alunos.
A segunda fase do projeto terá início em setembro, aumentando o número de participantes para 300 jovens. Os parceiros assumem ainda a ambição de alcançar 450 alunos no ano letivo de 2027/2028, alargando o impacto desta iniciativa a um número crescente de jovens e famílias da região.
Fotografia: meramente ilustrativa
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