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Município de Évora assume gestão da Casa das Sementes para criar espaço cultural…

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Município de Évora assume gestão da Casa das Sementes para criar espaço cultural

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, participou, esta terça-feira, no Porto, na cerimónia de assinatura do acordo de transferência de competências para a gestão da antiga Casa das Sementes (EPAC), imóvel do Estado que passará para a esfera municipal com o objetivo de ser convertido num novo espaço dedicado à cultura.

A formalização da transferência decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, numa cerimónia promovida pela ESTAMO – Participações Imobiliárias, que reuniu vários municípios e contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, e o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento Regional, Silvério Regalado.

Com a assinatura do protocolo, o Município de Évora passou a assumir a gestão daquele edifício, devoluto há vários anos, concretizando com sucesso um processo que vinha sendo negociado entre a autarquia e a ESTAMO há vários anos.

A Casa das Sementes será destinada ao desenvolvimento de um projeto cultural, encontrando-se o respetivo plano de utilização em fase de conclusão, devendo ser apresentado oportunamente.

Para Carlos Zorrinho, a Casa das Sementes é “um espaço magnífico” e uma “grande oportunidade para o município”, apelando a um esforço conjunto para potenciar aquele património em benefício da cidade.

Após a assinatura, o autarca, que se fez acompanhar da Chefe de Gabinete, Teresa Baptista, revelou igualmente que está em desenvolvimento o plano para utilização do edifício, adiantando que o espaço poderá acolher diversas valências culturais, incluindo um centro de arte urbana.

A antiga Casa das Sementes, construída em 1960 junto à linha ferroviária, nasceu no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial para apoiar a seleção, tratamento e armazenamento de sementes destinadas à produção agrícola. O conjunto, composto por três edifícios dispostos em “U”, é considerado um dos mais relevantes exemplos de arquitetura industrial do século XX existentes em Évora e passará agora a integrar o património gerido pelo município, com uma nova vocação cultural.







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