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PS questiona Ministra da Saúde

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O Grupo Parlamentar do Partido Socialista entregou hoje na Assembleia da República uma pergunta dirigida à Ministra da Saúde sobre os sucessivos constrangimentos e encerramentos registados nos serviços de urgência da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAA), exigindo um levantamento rigoroso da situação e a apresentação de medidas concretas para inverter aquele que é já um preocupante processo de degradação da resposta assistencial na região.

O primeiro subscritor da iniciativa, o deputado Luís Moreira Testa, eleito pelo círculo de Portalegre, sublinha que “a população do Alto Alentejo não pode continuar a assistir ao encerramento recorrente de serviços de urgência, vendo-se frequentemente obrigada a percorrer dezenas ou centenas de quilómetros para aceder a cuidados de saúde urgentes”.

A pergunta parlamentar resulta de informação recolhida junto de utentes das unidades de saúde do Alto Alentejo, que revela um número crescente de episódios de encerramento ou de funcionamento condicionado das urgências, em particular nas especialidades de Obstetrícia e Ginecologia e de Ortopedia, mas também situações de sobrelotação que obrigaram ao desvio de doentes para outras unidades hospitalares.

Para Luís Moreira Testa, estes episódios “deixaram de ser situações pontuais para passarem a constituir um problema estrutural”, evidenciando uma degradação muito significativa da capacidade de resposta da ULS do Alto Alentejo ao longo do último ano, com impactos directos na segurança, na acessibilidade e na confiança da população no Serviço Nacional de Saúde.

Através desta iniciativa, o Partido Socialista pretende conhecer, com detalhe, todos os serviços que estiveram encerrados ou sujeitos a constrangimentos durante os últimos doze meses, as causas de cada ocorrência, o número de utentes afectados, o impacto na resposta do INEM e do CODU e, sobretudo, quais as medidas que a Administração da ULS do Alto Alentejo e o Governo estão a implementar para garantir a estabilidade do funcionamento das urgências.

“O Alto Alentejo não pode continuar a perder capacidade de resposta na saúde. É fundamental que o Governo reconheça a gravidade da situação, assuma responsabilidades e apresente soluções que garantam cuidados de saúde de qualidade e em tempo útil à população da região”, conclui o deputado.

Redacção|Fonte: Gabinete de Imprensa do GPPS



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