Área Metropolitana do Porto
Onde andam os pirilampos que eu via nas noites escuras da minha infância?
Rafael Ferreira
Professor na área das artes e tecnologias, licenciado em Educação, Comunicação Audiovisual e pós-graduado em Tecnologia Educativa.
Apaixonado por cinema, imagem, animação e artes.

Os pirilampos fizeram parte da infância de muitas gerações. Nas noites quentes de verão, bastava caminhar por um caminho rural, junto a um bosque ou a um ribeiro, para ver dezenas de pequenos pontos de luz a dançar na escuridão. Hoje, essa imagem tornou-se cada vez mais rara. Afinal, para onde foram os pirilampos?
Há memórias que permanecem vivas ao longo da vida. Para muitos de nós, uma delas são as noites de verão passadas no campo, quando os pirilampos iluminavam a escuridão com o seu brilho mágico. Pareciam pequenas estrelas que tinham descido do céu para dançar entre as ervas e as árvores. Hoje, porém, é cada vez mais difícil encontrar esse espetáculo da natureza. E a pergunta impõe-se: onde andam os pirilampos que eu via na minha infância?
Antes de mais, importa perceber o que são. Os pirilampos são insetos pertencentes à família dos escaravelhos (Lampyridae). A sua característica mais fascinante é a capacidade de produzir luz através de um processo natural chamado bioluminescência, uma reação química extremamente eficiente que praticamente não produz calor. Ao contrário do que muitos pensam, esta luz não serve para iluminar o caminho, mas sim para comunicar, sobretudo durante a época de reprodução. Cada espécie possui um padrão de luz próprio, permitindo que machos e fêmeas se encontrem na escuridão.
Em Portugal, os pirilampos podem ser observados sobretudo em zonas rurais, bosques, prados húmidos, margens de rios, jardins pouco intervencionados e áreas onde existe vegetação natural. Preferem locais tranquilos, húmidos e sem grande perturbação humana.
A melhor época para os observar vai, geralmente, de finais de maio até julho, com maior intensidade durante as noites quentes e húmidas de junho. É precisamente ao anoitecer que iniciam o seu espetáculo luminoso, tornando-se mais visíveis longe das cidades e da iluminação artificial.
Mas porque é que hoje quase já não os vemos?
As razões são várias e refletem as profundas alterações que o Homem provocou nos ecossistemas. A poluição luminosa é uma das principais ameaças. A iluminação intensa das cidades, estradas e habitações dificulta a comunicação luminosa entre os pirilampos, comprometendo o seu acasalamento.
Também a utilização de pesticidas e herbicidas reduz drasticamente as populações destes insetos, afetando tanto os adultos como as larvas, que vivem durante meses ou anos no solo e alimentam-se principalmente de caracóis, lesmas e outros pequenos invertebrados.
A destruição dos habitats naturais, a limpeza excessiva dos terrenos, o desaparecimento de zonas húmidas e as alterações climáticas contribuem igualmente para o seu declínio.
Apesar de discretos, os pirilampos desempenham um papel importante na biodiversidade. As suas larvas ajudam no controlo natural de lesmas e caracóis, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas sem necessidade de recorrer a produtos químicos. Além disso, a sua presença é considerada um excelente indicador da qualidade ambiental. Onde existem pirilampos, normalmente encontramos habitats saudáveis, com boa diversidade biológica e reduzida poluição.
Talvez nunca mais voltemos a ver os campos completamente iluminados como na nossa infância. Mas ainda há esperança. Reduzir a iluminação desnecessária, preservar zonas naturais, evitar pesticidas e respeitar os pequenos habitats são gestos simples que podem ajudar a devolver espaço a estes extraordinários insetos.
Porque quando desaparecem os pirilampos, não perdemos apenas um brilho na noite. Perdemos também um sinal silencioso de que a natureza já não está tão saudável como outrora. E talvez esteja nas nossas mãos garantir que as próximas gerações possam, um dia, sentir a mesma emoção de ver um pirilampo acender-se pela primeira vez numa noite de verão.

Imagens meramente ilustrativas.
#opinião #pirilampos #valsousatv #poluiçãoluminosa
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IV Maratona de Futsal reuniu equipas e assinalou encerramento da época na Ordem – Lousada
A IV Maratona de Futsal, organizada pelo Centro Cultural e Desportivo da Ordem, realizou-se este sábado, 27 de junho, no Pavilhão Gimnodesportivo da Ordem, em Lousada, proporcionando um dia marcado pela competição, convívio e espírito desportivo. A iniciativa encerrou oficialmente mais uma época desportiva do clube.
Ao longo de várias horas, as equipas participantes disputaram os diferentes encontros da maratona, num ambiente de fair play, dedicação e entusiasmo, reforçando o papel do futsal como fator de união entre atletas, dirigentes e adeptos.
No final da competição, foram entregues os troféus e distinguidos os vencedores da edição deste ano. A organização destacou que cada prémio representa uma história de esforço, dedicação e superação, felicitando todos os atletas premiados e agradecendo igualmente a participação de todas as equipas que aceitaram o desafio.
O encerramento da maratona coincidiu também com o fecho da época desportiva do clube. Numa mensagem de balanço, o Centro Cultural e Desportivo da Ordem sublinhou que cada escalão contribuiu para a história da temporada, destacando o empenho dos atletas ao longo do ano.
A organização agradeceu ainda o apoio de todos os participantes, colaboradores e público presente, deixando a promessa de regresso para uma nova edição da Maratona de Futsal.






Fotografias: Futsal do CCD Ordem
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Corrida “Dar Vida a Paredes” junta 1.700 participantes numa manhã dedicada ao desporto
A cidade de Paredes recebeu, este domingo, mais uma edição da Corrida e Caminhada “Dar Vida a Paredes”, iniciativa que reuniu cerca de 1.700 participantes no Parque José Guilherme, entre a prova de 10 quilómetros e a corrida/caminhada de 5 quilómetros, promovendo o desporto, a atividade física e o convívio.
Com partida e chegada no Parque José Guilherme, o evento voltou a mobilizar atletas federados, corredores amadores e famílias, proporcionando uma manhã marcada pela participação e pelo espírito desportivo.
Na Corrida de 10 quilómetros, Miguel Borges, do Santa Tecla, conquistou o primeiro lugar na classificação masculina, enquanto Catarina Ribeiro venceu na categoria feminina. O segundo lugar foi alcançado por Rafael Lopes (Santa Tecla) e Silvia Pereira (Team El Comandante), seguindo-se Fernando Serrão (Salvador do Campo) e Ana Luís (SC Salgueiros), que completaram o pódio.
Na prova Super 5 quilómetros, Bernardo Rocha, do SC Salgueiros, e Alexandra Canedo, das Grecas, foram os vencedores. João Rodrigues (Santa Tecla) e Margarida Oliveira (SC Salgueiros) terminaram na segunda posição, enquanto Fernando Machado e Helena Soares asseguraram o terceiro lugar.
A iniciativa voltou a afirmar-se como um dos eventos desportivos de maior participação no concelho, reunindo centenas de atletas e caminhantes numa jornada dedicada à promoção de estilos de vida saudáveis e à prática da atividade física.

Fotografias: CM de Paredes
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Cobra-rateira e 13 ovos resgatados em Paços de Ferreira terminam em segurança com libertação na natureza
O Observatório Ambiental da Câmara Municipal de Paços de Ferreira foi chamado a intervir após a descoberta de uma cobra-rateira junto a um estabelecimento, onde, para surpresa da equipa, foram também encontrados 13 ovos da mesma espécie. A intervenção permitiu remover o animal em segurança, preservando igualmente os ovos.
Segundo o testemunho partilhado no vídeo, a proprietária do espaço decidiu contactar o município por considerar que o animal merecia ser protegido e retirado em segurança. O Observatório Ambiental agradeceu ainda a sua sensibilidade e colaboração, destacando o exemplo dado ao optar por solicitar ajuda em vez de tentar afastar ou ferir o animal.
No dia seguinte, a cobra-rateira foi devolvida à natureza, num local cuidadosamente escolhido pela equipa técnica. O espaço reúne condições adequadas para a espécie, incluindo uma clareira com boa exposição solar para termorregulação, proximidade de água e muros de pedra que servem de abrigo durante o inverno e em períodos de condições mais adversas.
O Observatório Ambiental recorda que, nesta época do ano, é relativamente comum encontrar cobras e apela à população para que, sempre que detete um animal silvestre em casa ou um exemplar que necessite de auxílio, contacte o Município de Paços de Ferreira, permitindo que a intervenção seja realizada por técnicos especializados e garantindo a segurança das pessoas e dos animais.
Imagens: Observatório Ambiental da Câmara Municipal de Paços de Ferreira
#natureza #cobrarateira #ambiente
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Feira do Vinho Verde regressa a Castelo de Paiva com três dias de música, gastronomia e tradição
A 27.ª Feira do Vinho Verde do Lavrador, Gastronomia e Artesanato realiza-se entre os dias 3 e 5 de julho, em Castelo de Paiva, reunindo produtores, associações locais, música ao vivo, folclore e animação num dos eventos mais emblemáticos do concelho.
Ao longo de três dias, o certame volta a destacar o Vinho Verde produzido no concelho, promovendo simultaneamente a gastronomia regional, o artesanato e a cultura popular, através de um programa diversificado pensado para todas as idades.
A abertura oficial acontece na sexta-feira, 3 de julho, pelas 15h00, com a participação do Coro Feminino da AMCP. O primeiro dia inclui ainda atuações de Sons Tradicionais, Aromas do Verde, Amigos da Sexta, Gaitas Daninhas, Tuna Medicina Porto, Cinfarra, Nova Som e termina com Wine & Beats, às 02h30.
No sábado, 4 de julho, o programa inicia-se às 14h00 com a ACUP, seguindo-se atuações de Nel Marçal, Amigos da Concertina, Aromas do Verde, PT Dance Academy, Os Amigos de Cima, Kamuf, Postas de Bacalhau, Xtended e o concerto de David Antunes & Midnight Band, marcado para a meia-noite. A animação prolonga-se pela madrugada com Pimba à Bruta, a partir das 02h30.
O último dia, domingo, 5 de julho, arranca às 14h00 com a Universidade Sénior, seguindo-se Os Ramadas e uma tarde dedicada ao folclore, com a participação do Rancho Folclórico de Castelo de Paiva, Rancho Folclórico de São Martinho, Rancho Folclórico de Bairros e Rancho Folclórico Nossa Senhora das Amoras. O encerramento contará ainda com atuações do Coletivo Capela, Acoustic Souls e do tradicional Baile dos Resistentes.
A Feira do Vinho Verde é um dos principais eventos anuais de Castelo de Paiva, assumindo-se como uma montra privilegiada para a promoção dos produtores locais, da identidade cultural e das tradições do concelho, atraindo visitantes de toda a região.




Fotografia: arquivo
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