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Évora 2027 deve afirmar a cultura como alicerce da gestão do território, defende…

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Évora 2027 deve afirmar a cultura como alicerce da gestão do território, defendeu Carlos Zorrinho

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, defendeu hoje que a cultura deve ser encarada como o principal alicerce da gestão do território, considerando que a identidade cultural constitui um fator decisivo para a coesão social, a atração de investimento e a construção de estratégias de desenvolvimento sustentáveis.

A posição foi assumida durante o encontro de reflexão “Identidade Cultural, Coesão e Valorização do Território”, promovido pelo núcleo distrital de Évora da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, que decorreu no Palácio D. Manuel e reuniu responsáveis institucionais para debater o papel da cultura na afirmação dos territórios.

Na sua intervenção, subordinada ao tema “A Cultura como elemento de Gestão do Território”, Carlos Zorrinho começou por saudar a iniciativa da SEDES e destacou a importância do debate num momento marcado pela aceleração tecnológica e pelas transformações geopolíticas globais.

Segundo o autarca, a cultura assume atualmente um papel central enquanto instrumento de interpretação da realidade e motor de transformação, defendendo que não deve ser vista apenas como um elemento complementar das políticas públicas, mas como a própria base sobre a qual assenta qualquer estratégia de desenvolvimento territorial.

Zorrinho recordou igualmente que defende há vários anos a candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura, sustentando essa visão na relação entre identidade e território. Para o presidente do município, o Sul da Europa, enquanto espaço de encontro entre as influências atlânticas e mediterrânicas, possui uma matriz cultural singular, que encontra em Évora um dos seus principais centros de expressão.

Nesse contexto, valorizou o conceito de “cultura do vagar”, associando-o a uma forma de estar que privilegia a consciência do tempo, a qualidade de vida e a fruição dos espaços, características que considerou distintivas do Alentejo e particularmente relevantes numa época de crescente aceleração dos ritmos de vida.

O autarca defendeu ainda que a Capital Europeia da Cultura 2027 representa uma oportunidade para alterar perceções negativas frequentemente associadas ao território, como a ideia de lentidão ou periferia, afirmando que essas características podem transformar-se em fatores de atração para pessoas e investimentos que procuram qualidade de vida, inovação e equilíbrio.

“A nossa forma de ser e de estar não tem de repelir pessoas e investimentos. Pelo contrário, pode atrair quem procura estar na fronteira do conhecimento e do investimento, sem abdicar do controlo do tempo e da qualidade de vida”, sustentou.

O encontro integrou ainda intervenções da historiadora Ana Paula Amendoeira e da presidente da Associação Évora 2027, Maria do Céu Ramos, seguindo-se um debate moderado pelo diretor da Rádio Diana FM, Luís Matias. Antes, António Dieb e o presidente da SEDES, Álvaro Beleza, fizeram as “honras da casa”.







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