Regiões
Fundos Europeus PRR a mostrar resultados
O Plano de Recuperação e Resiliência está a entrar na recta final e os resultados começam a aparecer. É também notório que existe um esforço colectivo da comunicação da esfera dos fundos europeus para tentar mostrar o que se tem feito.
Vamos a dois exemplos. Já pode estar na praia e fazer visitas virtuais a museus e palácios, ver em detalhe uma obra de que gosta com todo o detalhe que as distâncias de segurança não permitem ou desfrutar de uma exposição virtual. O Património Cultural 360 foi um projecto financiado pelo PRR que tem como objectivo disponibilizar online e de forma gratuita “13 filmes documentário, 65 visitas virtuais e a digitalização 2D e 3D de 59.500 bens culturais móveis afectos a 65 Museus, Monumentos, Palácios e Sítios Arqueológicos nacionais, sob tutela do Ministério da Cultura”.
Até ao momento, foram digitalizados mais de 60.000 artefactos e produzidas mais de 60 visitas virtuais, de acordo com o balaço feito esta terça-feira.
“O Património Cultural 360® demonstra como a colaboração entre instituições e fornecedores especializados pode viabilizar, com rapidez e rigor, a produção massiva de conteúdos digitais do património, assegurando simultaneamente a organização e gestão de grandes volumes de dados, colocando esse conhecimento ao serviço do cidadão”, diz Luís Sebastian, director do departamento de transição digital e coordenador do projecto, em comunicado.
O investimento total associado ao projecto é de 14,48 milhões de euros. Todos os conteúdos produzidos, incluindo visitas virtuais, modelos digitais e filmes documentais, estão já acessíveis gratuitamente em: arquiv@ – arquivo online do Património Cultural, mas ainda está em preparação o portal Património Cultural 360®, uma interface online intuitiva destinada ao grande público.
Outro exemplo é o da reabertura da residência universitária Fraústo da Silva, uma infraestrutura dos Serviços de Acção Social da NOVA, localizada no Campus do Monte da Caparica, com a capacidade de 210 camas. Um investimento de 3,08 milhões de euros, dos quais 2,48 milhões foram assegurados pela Agência Nacional Erasmus+ (PRR/PNAES e Fundo Ambiental / eficiência energética) que permitiu voltar a oferecer quartos para os estudantes universitários.
Além das 210 camas, a residência está equipada com cozinhas, lavandarias, salas de estudo, salas de convívio, ginásio, sala de cinema e estacionamento automóvel. O preço médio para um alojamento lectivo é de 91 euros mensais para os estudantes bolseiros.
Mas os exemplos são muitos mais. Basta espreitar as redes sociais ou a página da Recuperar Portugal, onde foi criado um “cantinho” para o PRR no terreno. Pode clicar aqui.
E para terminar, hoje às 17h00 terminou o prazo de submissão das candidaturas aos apoios à internacionalização através de acções colectivas. Esta é a terceira fase deste concurso e conta com uma dotação de 60 milhões de euros para associações empresariais; agências públicas com competências no domínio da internacionalização e entidades privadas sem fins lucrativos do Norte, Centro e Alentejo.
Opinião|Mónica Silvares-ECO