Sociedade
Caminhada “Coração Solidário pelo Gonçalo” junta cerca de mil pessoas em Anta
A solidariedade e o espírito comunitário invadiram as ruas da freguesia no passado domingo de manhã, 24 de maio, com a realização da caminhada “Coração Solidário pelo Gonçalo”. Promovida numa organização conjunta entre o grupo Anta a Mexer e o Império de Anta, a iniciativa reuniu cerca de 1000 pessoas e alcançou o objetivo de vender duas mil t-shirts, angariando uma verba considerável em donativos e vendas que reverterá integralmente para apoiar a família do jovem na aquisição de uma carrinha adaptada.
A ação solidária ocorreu precisamente dez anos após a primeira caminhada organizada em apoio ao jovem. O presidente do Anta a Mexer, Jorge Rocha, recorda que o movimento nasceu, na altura, para dar resposta a um apelo da tia de Gonçalo, Elisabete, numa fase em que a família enfrentava sérias dificuldades para suportar tratamentos médicos dispendiosos. Uma década depois, a comunidade voltou a mobilizar-se de forma exemplar.
O evento teve início às 9h45 com um programa diversificado que aliou o exercício físico à animação. O aquecimento inicial ficou marcado pela energia de uma sessão de Zumba conduzida por Nuno Páscoa e Nadya Oliveira. Ao longo do percurso, a música continuou a ser o fio condutor da manhã: à chegada à Praia da Baía, o público foi recebido pelo ritmo de Jay da Costa & Djambeat, enquanto no largo da Câmara Municipal a animação ficou a cargo de Jorge Bandeira, num esforço conjunto que envolveu também o apoio de diversas empresas e particulares.
Entre as várias personalidades que fizeram questão de marcar presença e apoiar a causa esteve o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, bem como o vereador da Câmara Municipal de Espinho, André Guimarães.
A organização contou com parcerias estratégicas fundamentais para o sucesso e segurança do evento, destacando-se o apoio da Câmara Municipal de Espinho, da Junta de Freguesia de Anta, da PSP e do Motoclube de Espinho. O envolvimento destas entidades e de outras, e a massiva adesão popular demonstraram, mais uma vez, o poder de mobilização e a coesão social do concelho em torno de causas humanitárias.