Área Metropolitana do Porto
Projeto de Amarante distinguido a nível nacional e apurado para prémio ibero-americano de educação em direitos humanos
O projeto “Geração Laranja: património como promotor de saúde mental”, desenvolvido pelo Instituto de Imersão Cultural – Stay to Talk e pela Associação Emília Conceição Babo, foi distinguido em Lisboa no âmbito do Prémio Óscar Arnulfo Romero, passando agora à segunda fase do concurso ibero-americano, que decorrerá em junho, em Bilbao, Espanha.
A distinção foi atribuída no passado dia 12 de maio e reconhece um projeto centrado na prevenção de problemas de saúde mental em crianças do 5.º ano expostas a contextos de vulnerabilidade social e familiar. Segundo o comunicado divulgado pelas entidades promotoras, a iniciativa procura responder a fatores como a falta de acompanhamento familiar, os baixos rendimentos e o consumo excessivo de conteúdos digitais e ecrãs, frequentemente associados ao isolamento social e ao afastamento cultural.
O projeto é financiado pelas Parcerias para o Impacto da Portugal Inovação Social e continuará em desenvolvimento no território durante mais um ano letivo. Em junho de 2026, representará Portugal na fase internacional do concurso promovido pela Rede Ibero-Americana de Educação em Direitos Humanos da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), juntamente com projetos oriundos de cerca de vinte países.
No âmbito das atividades desenvolvidas pelo “Geração Laranja”, realizou-se a 16 de maio, em Amarante, a II Conferência “Saúde Mental na Era do Scroll: A Geração Laranja”. A edição deste ano integrou um programa dirigido a adultos e outro dedicado a crianças entre os 10 e os 14 anos, incluindo workshops e atividades de reflexão sobre temas relacionados com os tempos livres, os ecrãs e a ligação ao território.
A conferência contou ainda com vários painéis temáticos. No primeiro, subordinado ao tema “Uso desmesurado dos ecrãs”, a organização International Dianova abordou os efeitos da dopamina no cérebro e foram apresentados os resultados do segundo ano do projeto piloto. Já no segundo painel, dedicado às soluções e consequências sociais do problema, participaram a investigadora Susana Batista, da Universidade NOVA de Lisboa, e Assunção Guedes, da Associação Mirabilis, que destacou o papel das famílias na orientação das crianças e jovens.
Fotografias: Instituto de Imersão Cultural – Stay to Talk
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