Área Metropolitana do Porto
CCP – Centro Cultural de Paredes inaugura exposição “Daniel Faria: Oito Estações da Noite Escura”
O Centro Cultural de Paredes (CCP) abriu portas a mais uma exposição coletiva: “Daniel Faria: Oito Estações da Noite Escura” , com curadoria de José Rui Teixeira, uma mostra que homenageia o poeta natural de Baltar, Paredes, e que pode ser visitada até ao dia 18 de abril de 2027.
Horário de visitas:
- Terça a sexta-feira: 9h00 – 19h00
- Sábado: 10h00 – 13h00
Quem foi Daniel Faria
Daniel Faria nasceu em Baltar, Paredes, a 10 de abril de 1971. Frequentou o curso de Teologia na Universidade Católica Portuguesa – Porto, tendo defendido a tese de licenciatura em 1996. No Seminário e na Faculdade de Teologia criou gosto por entender a poesia e dialogar com a expressão contemporânea.
Licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Durante esse período (1994-1998), a opção monástica criava solidez. A partir de 1990, e durante vários anos, esteve ligado à paróquia de Santa Marinha de Fornos, Marco de Canaveses, onde demonstrou o seu enorme potencial de sensibilidade criativa encenando, com poucos recursos, As Artimanhas de Scapam e o Auto da Barca do Inferno.
Faleceu a 9 de junho de 1999, quando estava prestes a concluir o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga.
Artistas participantes
A exposição reúne trabalhos de Agostinho Santos, Avelino Leite, Avelino Sá, Celeste Ferreira, Margarida Almeida, Miguel Neves Oliveira, Nazaré Alvares, Paulo Neves, José Luís Peixoto, Andreia C. Faria, Maria Brás Ferreira, Raquel Patriarca, Rosa Alice Branco, Nuno Higino, Paulo José Miranda e Valter Hugo Mãe.
Palavras do curador
Segundo o curador José Rui Teixeira, “cada estação será a estada provisória num determinado lugar: estância. O lugar de onde partimos ou onde chegamos: apeadeiro. Será cada uma das paisagens que resulta da translação da Terra ou cada uma das paragens entre o homem condenado e a pedra que fecha o seu sepulcro”.
“Oito estações serão a metáfora do oitavo dia, a implosão silente do tempo hebdomadário: a suspensão da espera, o salto, um sentido de ressurreição eletrificado num grito ou sepulcro vazio”, acrescenta o curador.
Em “Dos Líquidos” , obra de Daniel Faria, são oito os poemas do primeiro e segundo livros da “Noite Escura” , de São João da Cruz.
Fotografias: CM de Paredes
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