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Acessos e redes do Hospital Central do Alentejo desbloqueadas O impasse que dur…

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Acessos e redes do Hospital Central do Alentejo desbloqueadas

O impasse que durante anos condicionou o avanço pleno do Hospital Central do Alentejo (HCA), em Évora, foi finalmente ultrapassado com a assinatura, esta sexta-feira, do protocolo, entre a CME, a ULS Alentejo Central, a ACSS e a CCDRA, que garante a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento da unidade. Em causa está um investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros, destinado à execução de acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas ao novo hospital, atualmente com cerca de 80% da obra concluída.

Mais do que um passo administrativo, trata-se de um desbloqueio determinante num processo longo e complexo, marcado por atrasos, indefinições e até tensões institucionais. A partir de agora, o Município de Évora assume um papel central: será responsável pela coordenação e execução das infraestruturas externas, incluindo os procedimentos de contratação pública e a gestão dos processos de aquisição e expropriação de terrenos.

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, que se fez acompanhar do restante elenco executivo, sublinhou precisamente esse caminho de superação, recordando que o dossiê chegou a estar num ponto crítico. “Num debate, cheguei a dizer que faria greve de fome à porta do Ministério se esta obra continuasse travada. Não foi preciso — e ainda bem”, afirmou, destacando o diálogo institucional que permitiu alcançar o acordo.

Para o autarca, este é também um momento de afirmação coletiva. “Houve bom senso e vontade de chegar a entendimento. Ainda faltam peças no puzzle, mas está criado o espírito certo para concretizar o hospital”, referiu, valorizando o trabalho técnico da autarquia, que esteve “sempre na primeira linha” para acelerar processos e encontrar soluções.

Carlos Zorrinho foi mais longe, ao reforçar a dimensão estratégica do projeto: “O Hospital Central do Alentejo não é apenas uma obra de construção civil. É um projeto de diferenciação, que tem de responder às especificidades demográficas e territoriais da região”.

O presidente defendeu ainda que a nova unidade deve assumir-se como “centro de excelência”, com aposta na formação, investigação, telemedicina e capacidade de atrair profissionais e estudantes.

Do lado do Governo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu que o processo foi marcado por dificuldades que poderiam ter sido evitadas, nomeadamente o arranque da obra sem acessos definidos ou terrenos plenamente regularizados. Ainda assim, sublinhou que o momento atual representa uma viragem decisiva.

“A assinatura deste protocolo é um passo determinante. Agora já não há margem para falhar. O tempo é curto e tem de ser cronometrado para garantir que o hospital entra em funcionamento em 2027”, afirmou.

A governante confirmou que o financiamento necessário será assegurado pelo Estado, permitindo que o Município avance já a partir de abril com os procedimentos necessários à concretização das infraestruturas. Admitiu, no entanto, que o valor previsto poderá sofrer ajustes face ao contexto atual.

Com conclusão apontada para junho de 2027, o Hospital Central do Alentejo representa um investimento global que já ascende a cerca de 240 milhões de euros, quase duas décadas depois de ter sido inicialmente projetado. Quando entrar em funcionamento, servirá diretamente cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil em toda a região, assumindo-se como unidade de referência no sul do país.

Para já, o foco está na execução rápida e eficaz das infraestruturas agora protocoladas — uma responsabilidade que coloca a Câmara Municipal de Évora no centro da concretização de uma das mais importantes obras públicas da região nas últimas décadas.

Para além de assistirem ao ato de assinatura do protocolo, pelo edil eborense, por Carlos Mateus Gomes, Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), por André Trindade, Presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e por Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, na presença da Ministra da Saúde, os presidentes das câmaras municipais do distrito de Évora, ou seus representantes, que estiveram presentes visitaram depois a obra do Hospital Central do Alentejo.







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