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736 cantadores reúnem-se em Amarante para vigésimo encontro de Janeiras

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736 cantadores reúnem-se em Amarante para vigésimo encontro de Janeiras


A XX edição do Encontro de Cantadores de Janeiras de Amarante realiza-se no próximo domingo, 25 de janeiro, às 15h00, no Mercado Municipal. O evento, promovido pelo Município de Amarante, juntará 30 grupos num total de 736 participantes, dedicados às tradições do Cantar das Janeiras e dos Reis.

A iniciativa tem como objetivo incentivar a participação comunitária e reforçar o associativismo local, servindo também como uma homenagem aos agentes culturais do concelho. A tarde será preenchida pelas atuações dos grupos participantes, entre os quais se contam o Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega, o GEVAR – Grupo Escola da Viola Amarantina Renascida, as Universidades Séniores de Amarante e Vila Meã, e diversos ranchos folclóricos e associações culturais de freguesias do concelho.

O encontro promove um momento de convívio e partilha cultural, destacando a relevância destas tradições para o desenvolvimento sociocultural de Amarante.

Fotografia: CM de Amarante

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Mercado Histórico leva Lousada aos séculos XVII e XVIII com quatro dias de recriações e animação

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Mercado Histórico leva Lousada aos séculos XVII e XVIII com quatro dias de recriações e animação


De 4 a 7 de junho, a Avenida Senhor dos Aflitos, em Lousada, transforma-se num cenário histórico ao ar livre, com dezenas de recriações inspiradas nos séculos XVII e XVIII, envolvendo mercadores, artesãos, artistas e atividades para todas as idades.

O Mercado Histórico de Lousada 2026 regressa entre os dias 4 e 7 de junho, prometendo transportar visitantes e participantes numa viagem ao passado através de uma programação dedicada à história, cultura e tradições do concelho.

Ao longo da Avenida Senhor dos Aflitos, do Largo do Pelourinho e de outros espaços envolventes, o evento recriará o ambiente característico dos séculos XVII e XVIII, proporcionando uma experiência imersiva que combina património, gastronomia, artes e entretenimento.

Entre as principais atrações estarão dezenas de mercadores e taberneiros, que apresentarão produtos locais e regionais, bem como várias tascas e tabernas dedicadas à gastronomia tradicional. O programa inclui ainda espetáculos de música, dança e teatro, tanto em palco como em recriações de rua.

Os visitantes poderão também assistir a demonstrações de antigos ofícios e artes tradicionais, com destaque para trabalhos de ferreiro, olaria e falcoaria, além de conhecer um acampamento do século XVII, recriado ao detalhe para proporcionar uma aproximação à vida da época.

As famílias encontrarão igualmente espaços dedicados aos mais novos, nomeadamente uma quintinha de animais e carrosséis tradicionais, concebidos para recriar o ambiente festivo das feiras de outros tempos.

Ao final de cada dia, a animação prolonga-se nos Paços do Concelho, onde estão previstos espetáculos com malabaristas e cuspidores de fogo, encerrando as jornadas com momentos de grande impacto visual.

A iniciativa integra a programação cultural do município e pretende valorizar a história local, atraindo residentes e visitantes para um dos eventos mais emblemáticos do calendário cultural de Lousada.

Durante quatro dias, Lousada recria o ambiente dos séculos XVII e XVIII com mercado, artes tradicionais, gastronomia, espetáculos e atividades para toda a família.

Imagens: CM de Lousada

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Dinâmicas Formativas e Atribuição de Estagiários aos Técnicos Auxiliares de Saúde: Entre a Formação e os Interesses Pessoais

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Dinâmicas Formativas e Atribuição de Estagiários aos Técnicos Auxiliares de Saúde: Entre a Formação e os Interesses Pessoais


Adão Rocha opinião Vale do Sousa TV

Adão Rocha

Técnico Auxiliar de Saúde, Licenciado em Gerontologia Social,
formador e membro ativo na sociedade. Aprecia folclore, atletismo e caminhadas.

A formação em contexto de trabalho constitui um dos pilares fundamentais para a qualificação dos futuros profissionais de saúde. Os estágios permitem a aquisição de competências técnicas, comportamentais e éticas indispensáveis ao exercício de funções, sendo por isso essencial que a sua organização assente em critérios de qualidade, transparência e mérito. 

Contudo, a realidade observada em alguns contextos levanta sérias preocupações quanto à forma como os estagiários são distribuídos e acompanhados.

Em primeiro lugar, importa refletir sobre quem deve assumir a função de tutor ou orientador de estágio. A orientação de um formando não é uma tarefa meramente operacional. Exige conhecimentos pedagógicos, capacidade de avaliação, competências de comunicação e domínio técnico da área profissional. 

Por essa razão, seria expectável que apenas os profissionais que possuam formação específica para o acompanhamento e supervisão de estágios fossem designados para essa responsabilidade. A ausência de critérios formativos claros compromete a qualidade da aprendizagem e pode transformar o estágio numa experiência desorganizada e pouco enriquecedora.

Outra questão particularmente preocupante prende-se com a atribuição de estagiários a profissionais que nem sequer possuem o nível mínimo de escolaridade exigido em muitos percursos formativos. Embora a experiência profissional tenha valor inegável, não pode substituir integralmente a formação académica e pedagógica necessária para orientar futuros profissionais. A situação torna-se difícil de compreender quando profissionais em processo de qualificação são colocados sob a orientação de trabalhadores que não possuem habilitações compatíveis com as exigências formativas atuais. Tal cenário transmite uma mensagem contraditória sobre a importância da qualificação e do desenvolvimento profissional.

Acresce ainda a perceção, frequentemente partilhada por diversos profissionais, de que a distribuição dos estagiários nem sempre obedece a critérios objetivos. Em alguns casos, as chefias parecem privilegiar interesses pessoais ou relações de proximidade, atribuindo estagiários a trabalhadores considerados mais fáceis de influenciar ou controlar. Quando a escolha dos tutores deixa de assentar nas competências, na formação ou na experiência relevante e passa a depender de fatores subjetivos, cria-se um ambiente de desigualdade e desmotivação entre os profissionais.

Mais preocupante ainda é a forma como algumas chefias reagem quando são questionadas sobre os critérios utilizados nestas atribuições. Muitas vezes, a resposta é o silêncio. E, paradoxalmente, esse silêncio pode até ser preferível a outras situações em que quem levanta dúvidas legítimas ou denuncia práticas pouco transparentes acaba por ser alvo de pressões, isolamento ou tentativas de descredibilização. Num ambiente profissional saudável, o questionamento construtivo deveria ser encarado como uma oportunidade de melhoria e não como uma ameaça à autoridade de quem dirige.

Estas práticas têm consequências profundas na cultura organizacional. Aos poucos, vão minando a motivação daqueles que ainda acreditam na importância do rigor, da qualidade e do bem fazer. Desgastam os profissionais que continuam empenhados em contribuir para um sistema mais justo e eficiente e geram a sensação de que o mérito e a competência são frequentemente secundarizados em favor de interesses particulares.

O setor da saúde não pode ficar refém de lógicas assentes exclusivamente na progressão individual de carreira ou na preservação de posições de influência. Quando a principal preocupação de alguns responsáveis passa por consolidar o seu poder ou assegurar vantagens pessoais, corre-se o risco de marginalizar e até hostilizar aqueles que procuram defender o interesse coletivo, a qualidade dos serviços e a dignidade das profissões. Recalcar, silenciar ou ostracizar quem denuncia problemas nunca pode ser uma estratégia de gestão aceitável em organizações que têm como missão servir a população.

Esta realidade conduz inevitavelmente à desvirtuação do verdadeiro propósito dos estágios. O objetivo primordial deveria ser proporcionar ao estudante ou formando o melhor acompanhamento possível, garantindo a transmissão de conhecimentos, boas práticas e valores profissionais. No entanto, quando os critérios de seleção dos orientadores ignoram o mérito académico e formativo e privilegiam interesses pessoais ou conveniências organizacionais, o foco desloca-se da aprendizagem para a gestão de influências e relações de poder.

Importa ainda refletir sobre outro risco: a introdução de dinâmicas de natureza político-partidária ou de jogos de influência em contextos que deveriam estar exclusivamente orientados para o interesse público. O sistema de saúde existe para servir os cidadãos, promover a qualidade dos cuidados e assegurar a melhor utilização dos recursos disponíveis. Quando as decisões são condicionadas por agendas pessoais, favoritismos ou estratégias de posicionamento interno, estamos a importar para a saúde práticas que nada acrescentam ao bem comum e que apenas fragilizam as instituições.

As organizações de saúde têm a responsabilidade de assegurar que os processos formativos são conduzidos com rigor, imparcialidade e transparência. A definição de critérios claros para a seleção de tutores, a valorização da formação específica em supervisão pedagógica e a adoção de mecanismos objetivos para a distribuição dos estagiários constituem medidas essenciais para reforçar a credibilidade dos estágios e garantir a qualidade da formação.

Num setor tão exigente como a saúde, onde a qualidade dos cuidados depende diretamente da preparação dos profissionais, não se pode permitir que os estágios sejam condicionados por interesses pessoais ou decisões arbitrárias. 

Formar bem hoje, é garantir melhores cuidados amanhã, essa responsabilidade deve ser assumida com seriedade, transparência e sentido de missão por todos os intervenientes do processo formativo.

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Ceia Conventual leva história e património à mesa no Mosteiro de Ancede

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Ceia Conventual leva história e património à mesa no Mosteiro de Ancede


O Mosteiro de Santo André de Ancede, em Baião, acolheu a primeira Ceia Conventual, uma iniciativa cultural imersiva que recriou ambientes, rituais e referências da vida monástica, juntando património, gastronomia, teatro e música no espaço do MACC — Mosteiro de Ancede Centro Cultural.

A iniciativa, integrada na estratégia de dinamização daquele equipamento cultural, transformou o monumento num cenário de inspiração medieval, com uma narrativa construída em torno da memória histórica do mosteiro e das tradições conventuais.

Segundo a organização, a elevada procura de bilhetes confirmou a adesão do público a esta primeira edição, que procurou proporcionar uma experiência cultural diferente, assente na ligação entre o passado e o presente.

A noite contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, e da vereadora da Cultura, Olívia Mendes. A autarca destacou a Ceia Conventual como uma proposta cultural diferenciadora, sublinhando a capacidade de Baião para atrair visitantes e afirmar o MACC como espaço de valorização patrimonial.

O Mosteiro de Santo André de Ancede é um dos espaços históricos de referência do concelho e integra actualmente uma programação cultural que procura cruzar memória, criação artística e fruição pública do património.

Fotografia: CM de Baião

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Lousada conquista prémio internacional em Barcelona com projeto que une gerações através da sustentabilidade

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Lousada conquista prémio internacional em Barcelona com projeto que une gerações através da sustentabilidade


O Município de Lousada foi distinguido com o Prémio Cidades Educadoras, atribuído pela Associação Internacional das Cidades Educadoras, durante uma cerimónia realizada em Barcelona, Espanha. A distinção reconhece o projeto BioGerações, uma iniciativa que promove a educação ambiental e o diálogo entre jovens e seniores.

A candidatura de Lousada destacou-se entre 61 projetos apresentados por 48 cidades de 10 países, num processo de seleção internacional que premiou iniciativas inovadoras na área da educação, cidadania e desenvolvimento sustentável.

O projeto BioGerações foi o grande responsável pela conquista do prémio. A iniciativa aposta na aproximação entre diferentes gerações através de atividades ligadas à natureza e à sustentabilidade, incentivando a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas ambientais entre os mais jovens e a população sénior.

Além de Lousada, foram igualmente distinguidas as cidades de Medellín e São Paulo, consideradas referências internacionais no desenvolvimento de projetos educativos e de participação comunitária.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da Câmara Municipal de Lousada, Nelson Oliveira, manifestou satisfação pela distinção alcançada. O autarca destacou que o prémio representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo município nas áreas da educação e do ambiente, deixando um agradecimento às equipas municipais envolvidas ao longo dos últimos anos.

Segundo Nelson Oliveira, o objetivo passa por continuar a desenvolver projetos que contribuam para colocar Lousada em destaque no panorama internacional, reforçando o investimento em iniciativas educativas e ambientais direcionadas à comunidade.

Esta distinção internacional reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo concelho na promoção da sustentabilidade, da educação ambiental e da participação intergeracional, áreas que têm assumido um papel central nas políticas municipais.

Imagens: CM de Lousada

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