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Energia solar: quando a transição verde começa a pesar no território

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Energia solar: quando a transição verde começa a pesar no território


admin

A transição energética é hoje uma realidade incontornável. Em Portugal, a energia solar assume um papel central nesse caminho, mas importa dizer, sem rodeios, que nem toda a energia dita “verde” é, na prática, sustentável. A forma como estamos a ocupar o território com grandes centrais solares levanta questões sérias que não podem continuar a ser ignoradas.

Megaprojetos solares

Em 2026, o debate divide-se entre dois modelos bem distintos: os megaprojetos solares, apresentados como solução rápida e eficiente, e a produção descentralizada em telhados, mais próxima das pessoas e do território. Ambos produzem energia limpa. Mas os impactos que deixam são profundamente diferentes.

As grandes centrais solares contribuem, sem dúvida, para cumprir metas nacionais e reforçar a matriz energética. No entanto, fazem-no muitas vezes à custa da paisagem, da biodiversidade e de solos agrícolas de elevada aptidão. É aqui que reside a contradição: descarbonizamos o sistema elétrico enquanto artificializamos o território. A paisagem muda, os ecossistemas fragmentam-se e perde-se algo que não se recupera com relatórios técnicos ou compensações administrativas.

É precisamente por isso que defendo uma aposta clara e estratégica na energia solar em telhados. Produzir energia onde ela é consumida faz sentido técnico, económico e ambiental. Aproveitam-se superfícies já construídas, reduzem-se perdas na rede elétrica e promove-se uma maior autonomia energética de famílias, empresas e instituições.

Do ponto de vista económico, os benefícios são evidentes: reduções significativas na fatura da eletricidade, valorização dos edifícios e um retorno do investimento cada vez mais rápido, especialmente com os incentivos públicos ainda disponíveis. Mas há também um ganho menos quantificável e, para mim, fundamental: não se destrói território para produzir energia.

A integração de painéis solares na arquitetura — incluindo telhas fotovoltaicas ou soluções discretas em edifícios históricos — demonstra que inovação e respeito pelo património podem caminhar juntos. Quando associados a telhados verdes, os benefícios multiplicam-se: maior eficiência energética, melhor gestão da água da chuva, mitigação do calor urbano e contributo real para a biodiversidade.

Produção descentralizada em telhado

Nada disto dispensa planeamento rigoroso. Instalações mal executadas são um risco, sobretudo num contexto de fenómenos climáticos extremos. Mas estes são desafios técnicos resolúveis. Já a perda de solo natural e de paisagem é definitiva.

Portugal precisa de energia solar. Mas precisa também de equilíbrio, de visão territorial e de coragem política para dizer que nem tudo o que é grande é melhor. Os megaprojetos podem ter um papel transitório. A verdadeira sustentabilidade constrói-se, porém, edifício a edifício, comunidade a comunidade.

A transição energética não pode ser feita contra o território. Tem de ser feita com ele.

Produzir energia sem destruir a paisagem não é um luxo ambientalista — é uma obrigação ética para com o futuro.

Integração de painéis solares na arquitetura

Fotografias: Freepik (fotografias meramente ilustrativa)

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Rua 31 de Janeiro em Amarante será exclusiva para peões durante o verão

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Rua 31 de Janeiro em Amarante será exclusiva para peões durante o verão


A Rua 31 de Janeiro, no Centro Histórico de Amarante, estará reservada exclusivamente à circulação pedonal entre os dias 1 de agosto e 13 de setembro. A medida pretende reforçar a segurança dos peões, apoiar o comércio local e dinamizar uma das zonas mais visitadas da cidade durante o período de maior afluência turística. 

O Município de Amarante anunciou que a Rua 31 de Janeiro ficará interdita ao trânsito automóvel entre 1 de agosto e 13 de setembro, numa iniciativa integrada na estratégia de valorização e dinamização do Centro Histórico

Segundo a autarquia, a decisão responde ao aumento significativo do número de munícipes, emigrantes e turistas que visitam a cidade durante os meses de verão, procurando criar um espaço mais seguro e confortável para a circulação pedonal e para a atividade comercial. 

Apesar da restrição à circulação automóvel, o município garante que os horários e condições especiais para cargas e descargas, bem como o acesso dos residentes, continuarão salvaguardados durante o período de vigência da medida. 

A Câmara Municipal agradece a compreensão e colaboração de residentes e comerciantes, considerando que esta intervenção contribuirá para uma cidade mais viva, sustentável e atrativa, potenciando simultaneamente a vivência do Centro Histórico durante a época alta de verão. 

A Rua 31 de Janeiro, em Amarante, será pedonal entre 1 de agosto e 13 de setembro para reforçar a segurança, apoiar o comércio e valorizar o Centro Histórico durante o verão.

#Amarante #CentroHistórico #Rua31DeJaneiro #ComércioLocal #Mobilidade #Verão2026 #ValSousaTV

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Primeira Festa Mineira de Pedorido atrai centenas de visitantes e promete regressar em 2027

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Primeira Festa Mineira de Pedorido atrai centenas de visitantes e promete regressar em 2027


A 1.ª Festa Mineira de Pedorido, realizada no passado fim de semana na Zona de Lazer do Choupal, em Castelo de Paiva, terminou com um balanço amplamente positivo. Organizado pela Junta de Freguesia de Pedorido, com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, o evento reuniu música, gastronomia, tradições e animação, celebrando o património mineiro e a identidade da freguesia. 

Ao longo de três dias, a iniciativa acolheu cerca de duas dezenas de expositores, entre associações, comissões de festas e participantes individuais, que deram a conhecer produtos locais, artesanato, colecionismo e propostas gastronómicas. O programa foi complementado por diversas atuações musicais e atividades tradicionais, proporcionando momentos de convívio para todas as idades. 

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Ricardo Cardoso, destacou a importância da iniciativa para a valorização do património mineiro e da dinâmica cultural do concelho, agradecendo o contributo de expositores, associações, artistas, voluntários e restantes participantes para o sucesso da primeira edição. 

Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Pedorido, Nuno Santos, considerou que o balanço foi “extremamente positivo”, sublinhando que a festa nasceu com o objetivo de celebrar a história mineira da freguesia, situada entre os rios Douro e Arda, promovendo a união entre gerações através da música, da gastronomia e da convivência. 

A programação incluiu atuações do Colectivo Capela, dos Postas de Bacalhau, Ard Holivs, Os Lobo Mau & Alcateia, do Côro dos Mineiros do Pejão, da Banda dos Mineiros do Pejão, do Grupo de Concertinas da Casa do Povo da Raiva, do Duo Musical Karisma e do DJ Bruno Falcão. No último dia, houve ainda insufláveis, uma Festa da Espuma e jogos tradicionais destinados às crianças e famílias. 

No encerramento, a organização agradeceu a colaboração de todos os envolvidos e confirmou que a Festa Mineira de Pedorido terá continuidade no próximo ano, após o êxito alcançado nesta edição inaugural. 

A estreia da Festa Mineira de Pedorido valorizou o património local, mobilizou a comunidade durante três dias e abriu caminho para uma nova tradição anual.

Fotografias: CM de Castelo de Paiva

#CasteloDePaiva #Pedorido #FestaMineira #PatrimónioMineiro #Cultura #Tradições #ValSousaTV

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Marco de Canaveses homenageou soldados mortos na Guerra do Ultramar

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Marco de Canaveses homenageou soldados mortos na Guerra do Ultramar


Os soldados marcuenses que perderam a vida na Guerra do Ultramar foram homenageados no passado sábado, 25 de julho, numa cerimónia promovida pela Associação dos Combatentes da Guerra do Ultramar de Marco de Canaveses, que reuniu antigos combatentes, familiares, representantes institucionais e membros da comunidade.

A iniciativa foi organizada pela Associação dos Combatentes da Guerra do Ultramar de Marco de Canaveses, núcleo local da Liga dos Combatentes, e teve como objetivo prestar tributo à memória dos militares do concelho que morreram durante o conflito.

A cerimónia contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Cristina Vieira, e da Vereadora Raquel Pereira, em representação do Município, reforçando o reconhecimento institucional pelo sacrifício dos combatentes e pela preservação da sua memória.

A homenagem integrou momentos de evocação e respeito pelos militares marcuenses que perderam a vida durante a Guerra do Ultramar, assinalando mais uma edição de uma iniciativa que procura manter viva a memória daqueles que serviram Portugal naquele conflito.

Marco de Canaveses voltou a recordar os soldados do concelho mortos na Guerra do Ultramar através de uma cerimónia promovida pela Associação dos Combatentes, com a participação de representantes do Município.

Fotografia. CM do Marco de Canaveses

#MarcoDeCanaveses #GuerraDoUltramar #LigaDosCombatentes #Combatentes #Homenagem #Memória #ValSousaTV

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Baião requalifica esculturas da bengala tradicional e melhora imagem da entrada sul da vila

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Baião requalifica esculturas da bengala tradicional e melhora imagem da entrada sul da vila


O Município de Baião concluiu a requalificação das esculturas da tradicional bengala de Baião, situadas na entrada sul da vila, na Estrada Nacional 321 (EN321). A intervenção, realizada por administração direta, consistiu em trabalhos de limpeza e pintura, devolvendo um aspeto renovado a um dos principais elementos de acolhimento de quem chega à sede do concelho.

As esculturas representam a bengala de Baião, um dos mais emblemáticos produtos do artesanato baionense, e passam agora a apresentar uma imagem mais cuidada, reforçando a valorização deste importante ponto de entrada na vila.

A intervenção integra a estratégia do Município de preservação e valorização do espaço público, com o objetivo de melhorar a atratividade urbana e reforçar a identidade local. Com esta requalificação, a entrada sul da vila oferece um ambiente mais acolhedor, tanto para os residentes como para os visitantes.

Numa altura em que Baião recebe um elevado número de turistas e emigrantes, especialmente durante o período de verão, esta melhoria assume particular importância ao proporcionar uma primeira impressão mais apelativa do concelho e ao evidenciar o investimento municipal na conservação do património e da imagem urbana.

Fotografias. CM de Baião

#Baião #MunicípioDeBaião #Artesanato #BengalaDeBaião #EspaçoPúblico #Património #Turismo #ValSousaTV

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