Regiões
Atelier sobre rodas KUKUmobil dinamiza oficinas de tecelagem em Monchique
O KUKUmobil, atelier de tecelagem sobre rodas criado pela artista alemã Andrea Milde, instalou-se no Largo dos Chorões, em Monchique, onde ficará até 6 de janeiro de 2026.
A chegada ocorreu a 28 de novembro de 2025 e marca a primeira grande etapa do projeto no Algarve. A estrutura funciona como estúdio público, galeria viva e espaço aberto para oficinas dedicadas à tecelagem contemporânea e tradicional, com participação direta da comunidade.
Andrea Milde, tecedeira especializada em tapeçaria pictórica e com mais de três décadas de trabalho entre França, Espanha e Portugal, concebeu o KUKUmobil como um tear nómada europeu. A artista afirma que pretende «aproximar o gesto têxtil das pessoas» e transformar o acto de tecer numa prática comum que circula pelo território europeu.
A construção técnica do KUKUmobil e a filosofia que o sustenta
A génese do atelier móvel remonta a 2022, quando a artista decidiu criar uma estrutura itinerante capaz de acolher um tear de alto-liço e deslocar-se entre localidades. O atrelado foi desenhado para suportar a tensão da urdidura e o peso da madeira, garantindo estabilidade durante o trabalho. A instalação do tear, concluída no início de 2023, exigiu um sistema de fixação reforçado, ventilação controlada e espaço interno suficiente para permitir movimentos amplos do artesão.
O tear vertical montado dentro do KUKUmobil permite a execução de peças de grande escala, com densidades variáveis e técnicas avançadas de tapeçaria pictórica. A artista utiliza lã, linho, algodão e fibras naturais recolhidas em diferentes regiões. Trabalha com intertravamento de cores, efeitos de luz criados por variações de espessura e técnicas de reforço próprias da tapeçaria europeia. Cada intervenção exige uma calibragem minuciosa da tensão do fio, que define a solidez e a leitura visual do tapete.
A filosofia que orienta o projeto defende a importância do «trabalho lento», da manualidade como forma de pensamento e da transmissão de saberes que se encontram em risco de desaparecimento. Andrea Milde descreve o KUKUmobil como «um espaço de criação que se move para encontrar as pessoas» e como «um tear que viaja pela Europa para tecer identidades múltiplas».


A grande viagem europeia e a chegada ao Algarve
A rota do KUKUmobil teve início em abril de 2024, em Fisterra, na Galiza, num ponto simbólico do extremo ocidental europeu. A artista definiu como propósito «descer até ao sul de Portugal para reencontrar o mar» e, a partir daí, prolongar a viagem por outras regiões do continente. O percurso incluiu passagens por A Coruña, Lugo e Tui, antes de entrar em território português, onde o atelier estacionou em Vila Real, Coimbra, Tomar, Mora e Viana do Alentejo.
Cada paragem permitiu recolher histórias, motivos visuais, fragmentos de memória e contributos de residentes. Estes elementos integram o diário de bordo do projeto e alimentam a obra central do KUKUmobil: um tapete pictórico de grandes dimensões criado em etapas sucessivas. Andrea Milde descreve essa obra como «um mapa emocional da Europa», tecido com símbolos oferecidos pelas comunidades que encontra ao longo da rota.
A chegada a Monchique representa a primeira estadia prolongada no Algarve e marca o início de uma nova fase da viagem. Durante esta residência serão integrados motivos inspirados na serra, nas tradições locais e no património artesanal do concelho.
Oficinas, formação e participação da comunidade
O KUKUmobil oferece oficinas abertas ao público, dedicadas à tecelagem tradicional e contemporânea, que incluem demonstrações de montagem do tear, técnica de urdidura, leitura de desenhos preparatórios e experimentação de pontos utilizados na tapeçaria europeia. Cada participante contribui para pequenos módulos têxteis que podem ser incorporados na obra principal.
As sessões incluem também conversas sobre a cultura têxtil europeia e a evolução das técnicas de tecelagem ao longo de diferentes regiões, com destaque para tradições galegas, escandinavas e balcânicas. A participação da comunidade de Monchique será documentada no diário de bordo do projeto, que acompanha toda a rota europeia do KUKUmobil.


Inserção no projeto «Monchique Fábrica de Memórias»
A presença do KUKUmobil em Monchique integra-se no cluster criativo «Monchique Fábrica de Memórias», desenvolvido pelo Município de Monchique em parceria com a Associação Vicentina. O projeto é financiado pelo AVISO «Inclusão pela Cultura» do Programa Regional ALGARVE 2030 e prolonga-se até 2027. Tem como objetivos a valorização dos ofícios tradicionais, a criação de um inventário participativo do património local e a edição de uma revista com o mesmo nome.
A tecelagem será trabalhada como ofício prioritário no primeiro trimestre de 2026, e a estadia do KUKUmobil funciona como primeira ação de grande visibilidade no âmbito do cluster. O município pretende reforçar a ligação entre criação contemporânea, memória artesanal e participação comunitária através desta iniciativa.
Uma obra europeia em construção
O tapete pictórico criado no KUKUmobil será apresentado após o final da viagem europeia. A artista mantém contactos com instituições culturais em Espanha, Bélgica e Alemanha para acolher a exposição final. A obra procurará condensar a diversidade de contributos recolhidos ao longo da rota, assumindo-se como representação simbólica de uma Europa tecida a partir de gestos locais, práticas manuais e histórias partilhadas.
O programa completo de workshops e sessões públicas em Monchique será anunciado pelo município nas próximas semanas. Informações sobre o projeto estão disponíveis aqui.
Regiões
Portugal deixa sinais claros de maturidade e crescimento competitivo em Lagoa
Os Europeus de Corta-Mato em Lagoa evidenciam a evolução competitiva de Portugal, com progressão coletiva, resultados de top-10 e uma medalha histórica.
Os Campeonatos da Europa de Corta-Mato de 2025, realizados hoje em Lagoa, no Parque Urbano do Parchal, deixaram um balanço amplamente positivo para Portugal, tanto do ponto de vista competitivo como organizativo.
Além da medalha de prata histórica na estafeta mista, inédita desde a introdução da disciplina em 2017, a seleção nacional apresentou uma evolução coletiva clara, com vários resultados de top-10 e progressão face à edição de Antalya 2024.
Num Europeu marcado por campos densos, percursos exigentes e elevado nível técnico, Portugal afirmou-se como uma seleção competitiva, consistente e com margem de crescimento para os próximos ciclos internacionais.
Esse crescimento ficou particularmente evidente na prova sénior masculina, em que Portugal alcançou o 5.º lugar coletivo, melhorando cinco posições em relação a Antalya 2024, onde havia terminado no 10.º posto. O resultado assume especial relevância num dos escalões mais competitivos do programa europeu.
Numa corrida marcada por forte intensidade desde as primeiras voltas, Etson Barros foi o melhor português em prova, ao terminar na 14.ª posição, com o tempo de 22:44. Miguel Moreira, campeão nacional de corta-mato em 2024, foi o segundo melhor luso, em 21.º, com 22:58. Rui Pinto terminou em 33.º, com 23:13, seguido de Alexandre Figueiredo, 45.º com 23:35, e João Amaro, 60.º, com 24:10. O campeão nacional português da disciplina não conseguiu concluir a corrida.
No plano coletivo, a prova foi dominada por Espanha, Irlanda e França, num desfecho decidido ao sprint no plano individual. O título europeu foi conquistado pelo espanhol Thierry Ndikumwenayo, que venceu com 22:05, batendo na reta final o francês Jimmy Gressier, segundo com 22:08. O suíço Dominic Lobalu completou o pódio, ao terminar em 22:23.
No final, Etson Barros fez uma análise exigente à sua prestação, sublinhando a leitura estratégica da corrida e a dureza psicológica da prova. «As primeiras duas voltas foram fáceis, com um ritmo não tão forte, mas tinha consciência de que os atletas que vinham atrás eram muito fortes. Comecei a sentir o ataque deles a partir da terceira volta».
O atleta explicou a opção tomada ao longo da corrida. «Arrisquei até aí e não me arrependo nada da forma como geri a corrida. Sofri até ao fim, tentei não perder lugares, mas no final já é muito a parte psicológica a funcionar».
Etson Barros destacou ainda as aprendizagens retiradas desta participação. «Temos de ser mais fortes psicologicamente nestas competições. Saio com boas indicações para as próximas provas de corta-mato. Os anteriores não me tinham corrido tão bem, mas são fases».
O fundista valorizou também o contexto competitivo em casa. «Foi bom correr em Portugal, treinamos bem aqui. Creio que conseguimos boas indicações para o que podem ser os próximos Campeonatos da Europa e para o que temos de fazer na preparação para, lá fora, também podermos lutar pelas medalhas».
Com um Europeu marcado pela evolução coletiva e pela medalha de prata na estafeta mista, Lagoa 2025 entra assim para a história do corta-mato português como um momento de afirmação competitiva e de reforço da ambição nacional no panorama europeu.
O orgulho de Domingos Castro
No final da competição, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Domingos Castro, fez também um balanço positivo da organização e dos resultados nacionais.
«Parabéns a toda a equipa, foram fantásticos, com uma organização perfeita. A nossa equipa portou-se extremamente bem, independentemente de um ou outro percalço, mas todos estiveram dentro das expectativas», afirmou.
O dirigente destacou ainda a prestação da estafeta mista. «Tenho de dar os parabéns à nossa equipa da estafeta, porque fizeram uma prova brilhante, com uma medalha de prata que nos orgulha»
Domingos Castro sublinhou o caráter jovem da seleção nacional e a perspectiva de continuidade. «Temos uma equipa bastante jovem, com muitos atletas muito jovens, com um futuro muito grande à frente deles»
Sobre o impacto global do Europeu, o presidente da FPA concluiu. «Atendendo a esta organização, com feedback muito positivo por parte de todas as federações, e com esta medalha de prata conquistada pela estafeta mista, acho que tudo isto nos permite terminar o ano de 2025 com uma felicidade imensa»
Cai assim o pano sobre a 31.ª edição dos Campeonatos da Europa de Corta-Mato. Dentro de um ano, Belgrado será a cidade anfitriã da próxima edição da competição.
Regiões
Miguel Salgueiro brilha no Troféu Internacional de Pista Bento Pessoa » Ciclismo + TV
A magia do ciclismo de pista regressou ao Velódromo Nacional para o primeiro de dois dias de competição. Tudo começou com o Troféu Internacional Bento Pessoa, no qual Miguel Salgueiro esteve em plano de evidência, tendo sido quem mais vezes festejou em Sangalhos.

Foto: FPC/Rodrigo Rodrigues
O ciclista elite da AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense venceu a corrida por pontos, a eliminação e ainda o madison, este último com João Martins. Na restante corrida da elite masculina, o scratch, Daniel Dias (Rádio Popular/Paredes/Boavista) destacou-se dos demais.
Na elite feminina, por sua vez, não houve vencedoras repetidas. Melanie Dupin (UVCA Troyes) festejou na corrida por pontos, Maria Martins (Canyon-SRAM Zondacrypto) na eliminação, Patrícia Duarte (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) no scratch e Daniela Campos e Beatriz Roxo no madison.
Nos juniores, que realizaram a penúltima etapa da respetiva Taça de Portugal, destaque para as vitórias de Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova) na eliminação e scratch femininos; Axular Aldazabal (Café Dromedario-Flotamet) na corrida por pontos e perseguição individual masculinos; Mikheili Khutchua (Geórgia) na eliminação e no scratch masculinos; Emília Baía (Korpo Activo/Penacova) na corrida por pontos feminina e Jessika Chan (Bulgária) n perseguição Individual feminina.
Nota ainda para os triunfos de Miguel Pacheco (Academia Efapel de Ciclismo) no paraciclismo, tanto na eliminação como no contrarrelógio.
Pódios do Troféu Internacional de Pista Bento Pessoa
Corrida por pontos (elite masculina)
1. Miguel Salgueiro (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense)
2. Gabriel Baptista (Technosylva Maglia Rower Bembibre)
3. Daniel Dias (Rádio Popular/Paredes/Boavista)
Corrida por pontos (elite feminina)
1. Melanie Dupin (UVCA Troyes)
2. Beatriz Roxo (Cantabria Deporte-Rio Mera)
3. Maria Martins (Canyon-SRAM Zondacrypto)
Corrida por pontos (juniores masculinos)
1. Axular Aldazabal (Café Dromedario-Flotamet)
2. Louca Maisonneuve (URT Velo 64)
3. José Paiva (Paredes/Reconco)
Corrida por pontos (juniores femininas)
1. Emília Baía (Korpo Activo/Penacova)
2. Jessika Chan (Bulgária)
3. Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova)
Eliminação (elite feminina)
1. Maria Martins (Canyon-SRAM Zondacrypto)
2. Melanie Dupin (UVCA Troyes)
3. Daniela Campos (Eneicat-CMTeam)
Eliminação (juniores femininas)
1. Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova)
2. Emília Baía (Korpo Activo/Penacova)
3. Jessika Chan (Bulgária)
Eliminação (juniores masculinos)
1. Mikheili Khutchua (Geórgia)
2. Alejandro Cervantes (El Nieto del Lobo-Nutriban)
3. Aratz Narbaiza (Cafe Dromedario-Flotamet)
Eliminação (elite masculina)
1. Miguel Salgueiro (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense)
2. Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-Marcos CAR)
3. Sergio Serrano (Comunidad Valenciana)
Eliminação (paraciclismo)
1. Miguel Pacheco (Academia Efapel de Ciclismo)
2. Ander Albizu (Gipuzkoa)
3. Ângelo Correia (Academia Efapel de Ciclismo)
Contrarrelógio (paraciclismo)
1. Miguel Pacheco (Academia Efapel de Ciclismo)
2. Ander Albizu (Gipuzkoa)
3. Ângelo Correia (Academia Efapel de Ciclismo)
Perseguição individual (juniores femininas)
1. Jessika Chan (Bulgária)
2. Emília Baía (Korpo Activo/Penacova)
3. Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova)
Perseguição individual (juniores masculinos)
1. Axular Aldazabal (Cafe Dromedario-Flotamet)
2. Clement Zaia (Urt Velo 64)
3. Alejandro Cervantes (El Nieto Del Lobo-nutriban)
Scratch (juniores masculinos)
1. Mikheili Khutchua (Geórgia)
2. Alejandro Cervantes (El Nieto Del Lobo-nutriban)
3. Giorgi Gabrichidze (Geórgia)
Scratch (juniores femininas)
1. Bruna Gonçalves (Korpo Activo/Penacova)
2. Emília Baía (Korpo Activo/Penacova)
3. Maria Ginard (Illes Balears Arabay)
Scratch (elite feminina)
1. Patrícia Duarte (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel)
2. Maria Martins (Canyon-SRAM Zondacrypto)
3. Izaro Etxarri (Andoaingo Texirri)
Scratch (elite masculina)
1. Daniel Dias (Rádio Popular/Paredes/Boavista)
2. Mateo Duque (Argentina)
3. Miguel Salgueiro (AP Hotels & Resorts/Tavira/SC Farense)
Madison (elite feminina)
1. Daniela Campos e Beatriz Roxo
2. Sesma Geretti e Almudena Morales
3. Naya Mangas e Irati Michlena
Madison (elite masculina)
1. João Martins e Miguel Salgueiro
2. Gabriel Batpista e Daniel Dias
3. Diogo Narciso e Tim Wafler
Regiões
Seleção sénior feminina no top-10 coletivo do Europeu de Corta-Mato em Lagoa
A seleção portuguesa terminou no 10.º lugar coletivo na prova sénior feminina do Europeu de Corta-Mato, disputada hoje em Lagoa, após uma corrida de elevada exigência.
A seleção sénior feminina de Portugal terminou no 10.º lugar coletivo na prova sénior feminina dos Campeonatos da Europa de corta-mato, disputada no Parque Urbano do Parchal, em Lagoa, numa corrida marcada pela forte exigência competitiva desde o arranque.
Portugal entrou em prova com Mariana Machado como uma das atletas com legítimas perspectivas de discutir os lugares da frente, mas a corredora acabou por desistir sensivelmente a meio da corrida, num percurso particularmente duro.
Perante esse cenário, Laura Taborda foi a primeira portuguesa a cortar a meta, ao concluir a prova na 27.ª posição, com o tempo de 26:20. Seguiu-se Joana Vanessa Carvalho, 38.ª classificada, em 26:56. Ana Mafalda Ferreira terminou em 58.º, com 27:37, Neide Dias foi 61.ª, com 27:48, e Mónica Silva fechou a prestação portuguesa, no 68.º lugar, com 28:41.
No plano individual, confirmou-se o favoritismo da italiana Nadia Battocletti, que dominou a corrida e venceu com o tempo de 24:52. A britânica Megan Keith foi segunda, com 25:07, enquanto a turca Yasemin Can completou o pódio, ao terminar em 25:13. Coletivamente, a classificação foi dominada por Bélgica, Grã-Bretanha e França.
No final, Laura Taborda fez um balanço detalhado da sua prestação, sublinhando a gestão do esforço e o apoio do público ao longo do percurso. «No início senti-me bastante bem e não quis abusar logo após o arranque, porque sabia que ia acumular cansaço ao longo da prova», explicou.
A atleta destacou ainda a importância do ambiente vivido em Lagoa. «Fui ouvindo muitos incentivos ao longo da prova, uma motivação muito grande que me empurrava para tentar chegar à frente o máximo possível, sem estoirar», afirmou.
Taborda reconheceu as dificuldades sentidas na fase final da corrida. «Quando faltavam duas voltas até me sentia muito bem, mas depois comecei a sentir dificuldades nas subidas. Tentava alargar a passada nas descidas e ganhar posições, mas as duas últimas voltas foram em sofrimento», disse.
Apesar disso, destacou a evolução em relação a edições anteriores. «Melhorei sete lugares em relação ao ano passado, tentei chegar entre as 20 primeiras. Vou tentando melhorar ano a ano e subir um pouco mais», concluiu.
Fotos: FPA/ Sportmedia
Regiões
Prata lusa foi a «cereja em cima do bolo» de um Europeu bem organizado
A medalha de prata conquistada hoje por Portugal nas estafetas mistas dos Campeonatos da Europa de corta-mato, em Lagoa, foi «a cereja em cima do bolo» de uma «organização espetacular», afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), Domingos Castro.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente destacou o reconhecimento recebido por parte das entidades internacionais. «Em primeiro lugar, e não sou eu que o digo, é o feedback que tenho, foi uma organização espetacular. E, para combinar, a cereja em cima do bolo é a medalha que nós ganhámos nas estafetas mistas».
Domingos Castro revelou que acreditava desde cedo na possibilidade de a estafeta portuguesa chegar às medalhas. «Eu disse: quero entregar as estafetas mistas. Já era um prenúncio de que acreditava que podíamos ser medalhados».
Apesar da ausência de Nuno Pereira, que não competiu por doença, o presidente da FPA elogiou o comportamento da equipa. «O Nuno Pereira ficou doente, não correu, mas os quatro portaram-se muitíssimo bem, criaram um grupo muito bom».
O dirigente reconheceu que houve desilusões nas provas individuais, nomeadamente as desistências de Mariana Machado e José Carlos Pinto, ambos campeões nacionais em título neste percurso e com expectativas para as corridas em Lagoa. «As coisas não correram bem para eles, tinham algumas expectativas».
Ainda assim, Domingos Castro enquadrou os resultados no contexto competitivo do atletismo. «Eu fui atleta, sei que estas coisas acontecem. São coisas da vida do atletismo e dos atletas».
Para o presidente da FPA, os Europeus realizados em Lagoa confirmaram a capacidade organizativa de Portugal. A prova foi «quase perfeita, para não dizer que foi perfeita», reforçando a ideia de que o país «já é um habitué de excelência, a todos os níveis», o que poderá abrir caminho a mais competições continentais em solo nacional.
O balanço desportivo foi também analisado por Paulo Murta, técnico nacional de meio-fundo e marcha, que recorreu à chamada «regra dos terços». «Tivemos um terço que se superou, que esteve bem. Tivemos um terço dentro do esperado. E tivemos um terço que, normalmente, corre sempre menos bem».
Paulo Murta apontou várias condicionantes que influenciaram o rendimento global da seleção. «É normal uma queda, é normal torcer um pé, é normal uma má disposição, além de um surto de gripe que nos afetou».
Ainda assim, destacou o nível apresentado pela estafeta mista. «Apresentou-se com um nível muito bom e conseguiu o segundo lugar num lote de países com grande possibilidade de lutar pelas medalhas».
Nas provas individuais, o técnico sublinhou a presença portuguesa em lugares de relevo. «Houve vários top-20».
Apesar das baixas registadas, o responsável pelo crosse da FPA considerou o balanço positivo. «Mesmo assim, o resultado tem de ser positivo. Não é o positivo que a gente queria, mas é positivo».
A 31.ª edição dos Campeonatos da Europa de corta-mato, disputada em Lagoa, ficou ainda marcada pelos triunfos da italiana Nadia Battocletti e da britânica Innes Fitzgerald, que prolongaram os seus reinados no crosse europeu.
Na estafeta mista, Portugal conquistou a medalha de prata, atrás da Itália, depois de uma recuperação decisiva no último percurso, protagonizada por Isaac Nader. O campeão do mundo dos 1.500 metros levou a equipa do quinto ao segundo lugar, após o trabalho desenvolvido por Patrícia Silva, Rodrigo Lima e Salomé Afonso.
Fotos: FPA/ Sportmedia e Marcelino Almeida
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